Belém é a 3ª mais violenta do país, segundo estudo

Em média, 12 pessoas morreram a cada dia, em 2017, no Pará, por causa de mortes violentas. Em Belém, foram pelo menos três mortes diárias. Ao todo, o ano passado fechou com 4.465 mortos no Estado, sendo 981 delas na capital. Esses são os maiores números desde 2013, quando teve início a série histórica. O dado representa um aumento no Pará de 4,9% em relação a 2016, quando foram registrados 4.206 assassinatos. Já em Belém, os números de mortes violentas são praticamente os mesmos do ano anterior (978). Ambos os resultados são uns dos mais alarmantes do País.

No Pará, a cada 100 mil habitantes, 53,4 foram mortos no ano passado – 8º pior cenário dentre todos Estados. Belém surge como a terceira capital mais violenta do País, com 67,5 vítimas fatais a cada 100 mil moradores. Os números constam do 12º Anuário de Segurança Pública, apresentado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O Fórum considera mortes violentas a soma dos casos de homicídios culposo e doloso, lesão corporal seguida de morte e latrocínio (roubo seguido de morte).

O documento reúne informações sobre segurança e violência de todo o Brasil, que registrou, em 2017, 63.880 assassinatos – 30,8 mortes a cada 100 mil brasileiros. Os Estados mais violentos são o Rio Grande do Norte (68,0 assassinatos a cada 100 mil), Acre (63,9), Ceará (59,1), Pernambuco (57,3), Alagoas (56,9), Sergipe (55,7), Amnapá (53,9) e Pará. Por capitais, as taxas mais altas de mortes intencionais foram registradas em Rio Branco (83,7), Fortaleza (77,3) e Belém. A média em todas as capitais foi de 34 mortes por 100 mil habitantes.

Das 4.465 mortes violentas no Pará em 2017, o levantamento aponta que 222 foram vítimas de latrocínio (roubo com morte), sendo 43 delas em Belém. Ainda segundo o anuário, aumentou em 38% as mortes decorrentes de intervenção policial no Pará. No ano passado foram 388 casos ante 281 ao longo de todo o ano de 2016. Em Belém esse número de passou de 39 mortes em 2016 para 59 em 2017 (+51,3%). Também deram um salto de 61% o número de policiais assassinados no Estado. Em 2017 foram 37 registros, sendo que em 13 casos os policiais estavam em serviço e em 24 fora. Em 2016, foram 23 vítimas – seis em serviço e 17 fora. Já na capital, o número de policiais civis e militares mortos em situação de confronto sofreu uma redução na passagem dos últimos dois anos: de 10 para oito.

 

O anuário traz ainda um capítulo de crimes violentos não letais contra o patrimônio, que aponta a impactante marca de 13.450 veículos roubados ou furtados no Pará em 2017 – foram 10.755 em 2016. No total, foram 8.475 veículos roubados (com ocorrência de ameaça ou violência contra a vítima), o que corresponde a uma ocorrência por hora. Outros 4.975 foram furtados (sem episódio de violência ou ameaça). Um ano antes, os respectivos números foram 6.909 (-22,6%) e 3.846 (-29,3%). Nesse capítulo, o levantamento mostra que o Pará fechou o último ano com 1.189 pessoas desaparecidas e somente dois registros de pessoas localizadas. Em 2016, os registros foram de 1.168 desaparecidos e 12 localizados.

Fonte: ORM

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