Bicicleta vira boa opção de transporte por Belém

Pedalar é preciso. “Belém é uma cidade que possui historicamente a cultura de uso da bicicleta e isso faz com que nos sintamos com a certeza de que pedalar é possível”.

Essa afirmação refere-se ao arquiteto Murilo Rodrigues, de 34 anos. Ele se tornou ciclista há 20 anos. De acordo com ele, que utiliza o meio de transporte cerca de cinco vezes por semana, “em uma cidade plana e relativamente pequena como Belém, a bicicleta facilita bastante a vida em certos deslocamentos, pois consegue ser mais eficiente que outros modais”.

Apesar disso, Murilo destaca que “a omissão do poder público em garantir efetivas e contínuas campanhas de conscientização com condutores e ciclistas, que soma-se a deficiência na fiscalização, faz com que o deslocamento de bicicleta possa ter algumas surpresas negativas”.

“É inegável que houve um crescimento da malha nos últimos anos, contudo a maio parte dela encontra-se com problemas: excesso de areia, lama, lixo, rampas irregulares, falta de sinalização, dimensão mais estreita que a recomendação normativa e carência na fiscalização”, pontua o arquiteto. “As ciclovias e ciclofaixas servem para resguardar os ciclistas e impulsionar o uso do transporte ativo, que desafoga o trânsito, com menos carros e o transporte coletivo com menos passageiros” considera.

“Contudo, ciclovias como a da rodovia Augusto Montenegro, que tem quase todas as rampas de acesso fora do padrão, acabam por desestimular o uso ou fazer com que os ciclistas prefiram usar outra pista”, completa.

A Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb), órgão responsável pelas rampas das ciclovias, garantiu que “o projeto de rampas, ciclovia e calçadas da Augusto Montenegro foi elaborado dentro das normas de acessibilidade e mobilidade urbana”. Já o diretor de trânsito da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob), Marcos Chagas, informou que “as ações educativas na malha cicloviária são constantes, tanto para evitar a invasão das ciclofaixas por carros e motos, quanto para conscientizar que os próprios ciclistas se utilizem dessas vias exclusivas e não se arrisquem, como ocorre, por exemplo, quando muitos optam por trafegar na faixa do BRT e colocam, assim, a sua vida e a de terceiros em risco”.

Sobre a fiscalização, Marcos afirma que a mesma é feita por todos os agentes de trânsito em seu trabalho diário e também por uma equipe exclusiva de agentes ciclistas, que trabalham somente ao longo de ciclofaixas. O diretor ainda garante que todas as ciclovias e ciclofaixas da capital são ativadas com a sinalização regulamentar exigida pelo Código de Trânsito Brasileiro. É válido ressaltar que capital paraense tem 100,6 quilômetros de extensão de malha cicloviária, o que representa uma ampliação de 32,7 quilômetros entre os anos de 2013 e 2019.

Fonte: O Liberal

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