Educomunicação socio ambiental na Amazônia

Feita de rios, floresta e de uma infinidade de vidas biológicas, a Amazônia, é um território de natureza rica que desperta curiosidade, paixão e interesse de muitos. Os mistérios da gigante floresta que mexem com o imaginário humano. Lendas e contos passados de geração para geração desde quando o sol e a lua ainda não eram vistos como astros, até os dias de hoje. Os rios de águas barrentas e negras, a servir como via de transporte, como fonte de sustento e também como casa, cozinha, chuveiro, lavanderia. As milhares de espécies de seres vivos que ainda encontram ali, espaço de sobra para se locomover, voar, nadar e ser feliz, antes que a ação do homem destrua seu habitat. E os indígenas? Espremidos pelas cidades e pressionados pelo sistema do consumo e do capitalismo. Um cenário e um contexto que inspiram, desafiam e despertam a curiosidade.

casas ribeirinhasDiante disso, como ajudar jovens amazônicos a refletir sobre suas realidades? Como fazer com que eles entendam e percebam as oportunidades e problemas existentes onde vivem?. Uma das maneiras de provocar essa reflexão é por meio da Educomunicação, um campo de reflexões e práticas que une teorias da Comunicação e da Educação e propõe a análise da mídia e a produção de jornais, fanzines, cartazes e programas de rádio e televisão.

A educomunicação, possibilita que vozes antes silenciadas tenham o direito à expressão de suas práticas, saberes e fazeres, ao mesmo tempo em que possibilita que o cotidiano escolar possa ser visibilizado. Assim, as práticas educativas, deslocam-se do universo restrito das salas de aula e pátios das escolas para as câmeras de vídeo, máquinas fotográficas, para o rádio e para o jornal, revestindo-se de materialização, criticidade e permanência. As vozes, então, ecoam e repercutem em vários contextos, incluindo até aqueles que antes não a possuíam. A Educomunicação pressupõe que, fazendo esses materiais, os jovens têm condições de refletir sobre as informações que chegam até eles, sobre a realidade em que estão inseridos e de como exercer seus direitos de maneira mais plena e efetiva.

canoa no rioA ferramenta da educomunicação unida ao instrumento da educação ambiental possibilita uma dinâmica na difusão do diálogo para o conhecimento ambiental da sociedade; se faz um alicerce capaz de levar o aprendizado dos aspectos ambientais ao indivíduo. Assim reflete em ações concretas e práticas, de forma a fortalecer o entendimento. A educomunicação ambiental possibilita a construção do sujeito e da sua relação com  o  meio  ambiente.  Há a necessidade que  ela  seja construída,  por  meio  de instruções, para perceber as relações entre a nossa vida e a vida do Planeta. Realizar o diálogo  entre  os  saberes,  como  científica,  popular,  das  organizações  da  sociedade, empresarial ecologicamente responsável, educativos e a comunicação midiática.

Nesse sentido, a Universidade do Estado Amapá – UEAP, por meio dos grupos de Pesquisas GEPEA (Grupo de Estudos, Pesquisas e Práticas em Educação na Amazônia Amapaense), GISAE (Grupo de Integração Socioambiental e Educacional) e do Projeto Sala Verde em parceria com o Ministério do Meio Ambiente – MMA, vêm investindo em ações, eventos científicos e projetos de pesquisa e extensão, sobre a formação de educomunicadores em Macapá, nos cursos de formações de professores e nas ações desenvolvidas pelo interior do estado do Amapá, em comunidades ribeirinhas, indígenas, quilombolas, áreas de preservação ambiental, e escolas famílias agrícolas. E assim, neste entrosamento, sujeitos amazônida, floresta, rios e dialogo, caminhos desconhecidos aparecem. Nascem novos olhares, entendimentos e questões que nos ajudam melhor compreender a Amazônia amapaense.

 

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