Jornalista da CNN tem credencial suspensa

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump iniciou uma nova polêmica com um repórter da CNN. Dessa vez foi com Jim Acosta durante uma coletiva de imprensa, na Casa Branca. O repórter questionou a suposta demonização da caravana de imigrantes que avança pelo México, rumo ao país americano.

Agitado, Donald Trump pediu para o jornalista que deixasse ele administrar o país e também falou que se o Jim fizesse o mesmo com a CNN, a empresa teria mais lucros. O jornalista insistiu nas perguntas, mas o presidente irritado repetiu inúmeras vezes que já tinha escutado o suficiente.

Por conta desse fato, a porta-voz da Presidência, Sarah Sanders, anunciou nesta quarta-feira, 7, a suspensão da credencial do jornalista Jim Acosta. “O presidente Trump acredita na liberdade de imprensa e espera que façam perguntas difíceis a ele e a seu governo. No entanto, nunca vamos tolerar um jornalista que ponha as mãos em cima de uma mulher jovem que simplesmente tenta fazer seu trabalho como estagiária na Casa Branca”, declarou em um comunicado a porta-voz da Presidência, Sarah Sanders, com relação ao momento em que Acosta confrontou a funcionária porque não queria soltar o microfone.

O jornalista Peter Alexander foi outro jornalista que levou uma bronca de Donald, após uma tentativa de defender Jim, ao afirmar que ele é um “repórter diligente”, o que despertou a ira de Trump.

“Tampouco sou seu fã. Para ser honesto, você não é o melhor”, disse o presidente a Alexander. Trump voltou a se dirigir a Acosta. “Quando você informa notícias falsas, o que a CNN faz muito, você é inimigo do povo”, afirmou.

Durante a coletiva, Trump também silenciou outra jornalista da CNN, April Ryan, quando ela tentava lhe fazer uma pergunta sem microfone.

Uma associação que representa os jornalistas que cobrem a Casa Branca considerou inaceitável a medida tomada pelo Executivo americano.

“A Associação de Correspondentes da Casa Branca se opõe fortemente à decisão da administração Trump de usar credenciais de segurança do serviço secreto dos Estados Unidos como uma ferramenta para punir um repórter com quem tem um relacionamento difícil”, reagiu o grupo em um comunicado. “Exortamos a Casa Branca a reverter imediatamente esta ação frágil e equivocada”, acrescentou.

Ao fim da coletiva de quase uma hora e meia, Trump disse que esperava que “o tom possa melhorar (com a imprensa), mas isso começa com a mídia”.

Fonte: Romanews \ EOL

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