Ministros se reúnem com governadores da Amazônia no Pará

Comitiva coordenada pelo ministro-chefe da casa Civil do governo federal ouviu exposições de governadores

O governador paraense, Helder Barbalho, expondo seis ações estruturantes sob atenção do ministro Onyx Lorenzoni

Uma comitiva formada por cinco ministros, coordenada pelo ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Onyx Lorenzoni, reuniu-se com o governador do Pará, Helder Barbalho, e com o vice-governador, Lúcio vale, a partir das 09h30 horas desta segunda-feira, no Hangar Centro de Convenções & Feiras da Amazônia.  Segundo o ministro-chefe, o encontro foi uma decisão do presidente da República, Jair Bolsonaro, após ter recebido, na semana próxima passada, os Governadores da Amazônia Oriental. “Na reunião, os Governadores apresentaram uma série de ações estruturantes que há muito tempo se faziam necessárias a fim de incentivar a produção e fortalecer a proteção ao meio ambiente. Esse equilíbrio é importantíssimo”, frisou o ministro.

Entre os ministros presentes ao encontro estiveram a da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, e o do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Os governadores que marcaram presença, além do anfitrião Helder Barbalho, foram os do Amapá, Waldez Góes, presidente do Consórcio Interestadual da Amazônia Legal, do Tocantins, Mauro Carlesse, assim como o vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão.

Ao se pronunciar em primeiro lugar, o governador Helder Barbalho enfatizou, comentando as ações imediatas e estruturantes para a Amazônia, que “precisamos agir para não mais viver, futuramente, com essa realidade. O que acontece, este ano, se difere pela ampliação dos registros de queimadas, porém não é possível afirmar que os incêndios e as queimadas na Amazônia tenham começado este ano”. Entre as seis ações apresentadas estão: definição de áreas prioritárias para prevenção e controle de crimes ambientais, a saber; BR 163 (Novo Progresso e Altamira), Xingu (BR 230), Xingu ATM/SFX, ou seja: três cidade que compõem mais de 90% dos focos de queimadas; criação de polos de justiça agroambiental integrada, para que os crimes ambientais sejam punidos; criação da sala de situação para emergências ambientais na Amazônia Legal; organização de um fluxo de informações em tempo real; monitoramento e resolutividade; identificações e legalização de assuntos relativos à questão fundiária e, finalmente, o fortalecimento do Fundo Amazônia, para execução das ações planejadas. Segundo o governador Helder Barbalho, “esse são pontos centrais que podem potencializar o agronegócio e, ao mesmo tempo, impedir o crescimento desordenado e ilegal na Amazônia”.

Em seguida, o governador do Amapá e presidente do Consórcio Interestadual da Amazônia Legal, Waldez Góes, expôs a realidade do seu Estado. “Essa pode ser uma oportunidade única para nós estabelecermos uma agenda permanente para criar ações de combate, monitoramento, punição e, ao mesmo tempo, pactuando uma comunicação permanente e direta no trabalho a longo prazo. É hora de criar a sala de situação, monitorar em tempo real, integrar e interagir. Os governadores do Mato Grasso, Mauro Ferreira, e do Tocantins, Mauro Carlesse, foram os últimos a se pronunciar. Posteriormente, após almoçar no Hangar, a comitiva visitou a Base Aérea de Belém, tendo, em seguida, viajado para Manaus.

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