MP realiza operação no Pará e em mais de cinco estados

O Pará é mais um dos cinco estados investigados na Operação do Ministério Público e o Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul desencadeada na manhã desta quinta-feira (6/12). Uma organização criminosa teria desviado milhões de reais da saúde de Canoas, Região de Porto Alegre. Até às 8hs da manhã, três pessoas haviam sido presas, entre elas está o líder do esquema e também diretores do Grupo de Apoio à Medicina Preventiva e à Saúde Pública (Gamp). Marcelo Bósio e o ex-secretário de sáude de Canoas. Este último foi preso em São Paulo.

Estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 70 mandados de busca e apreensão nos seguintes estados: : RS, SC, SP, RJ e no PA. no RS, em Canoas (incluindo a Prefeitura e as sedes do Gamp), Porto Alegre, Gravataí e São Francisco de Paula. Em Santa Catarina, no Balneário Camboriú. Em São Paulo, os mandados são cumpridos na capital, em Cotia, Itatiba, São José dos Campos, Caieiras, Santa Isabel e Santo André. No Rio de Janeiro, os mandados são cumpridos na capital e, no Pará, nas cidades de Belém e Altamira.

Segundo o Ministério Público, os investigados receberiam mais de R$ 1 bilhão durante os cinco anos de contrato assinados pela Prefeitura Municipal de Canoas e o Gamp. A secretária de saúde de Canoas, Rosa Maria Groenwald, e o secretário-adjunto da pasta, Marcos Ferreira, foram afastados das funções por 120 dias. O Gamp e outras 15 empresas tiveram decretada a suspensão da contratação com o poder público.

Foram detectados, entre as inúmeras irregularidades, o superfaturamento de medicamentos em até 17.000%, a utilização de laranjas e testas de ferro do chefe do esquema na direção do Gamp, a cooptação de agentes públicos, o desvio de dinheiro da saúde pública para os envolvidos na fraude, além do pagamento de viagens de férias pagas com dinheiro público da saúde de Canoas.

Fonte: Romanews

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