Presidenciáveis fazem primeiro debate

Os candidatos à Presidência da República estavam ontem (9) no primeiro debate televisivo das eleições de 2018. Realizado pela Bandeirantes, o debate foi mediado por Ricardo Boechat. Participaram oito candidatos, todos de coligações, obrigados a serem convidados pela lei eleitoral. Ao todo, são 13 nomes na disputa. Foram eles: Alvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB), Jair Bolsonaro (PSL) e Marina Silva (Rede). O presidenciável Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não participa por estar preso em Curitiba.

A primeira pergunta no debate da Band já foi sobre emprego, mas Álvaro Dias e Cabo Daciolo usaram o tempo para apresentações. Falando sobre o assunto, Alckmin citou a redução do “custo Brasil” e acordos comerciais com outros países para gerar vagas de trabalho. Marina disse que já sofreu com o desemprego em sua história e se comprometeu em gerar empregos. Bolsonaro começou sua fala no debate citando Deus e também defendeu que o Brasil faça acordos comerciais com outros países sem viés ideológico e criticou o atual salário mínimo.

O candidato do PSOL, Guilherme Boulos, começou sua fala dando “boa noite” ao ex-presidente Lula, que não pode participar do debate por estar preso. “Ele deveria estar aqui”, disse, antes de afirmar que a primeira medida do seu governo, se eleito, será revogar as reformas do presidente Michel Temer.

Meirelles usou a primeira pergunta para se apresentar e disse que “não se cria emprego no grito”. Ciro Gomes disse que quer gerar, no seu primeiro ano de governo, se eleito, 2 milhões de empregos. “O caminho é arrumar os motores do país”. “Eu vou ajudar a pagar dividas [dos brasilieros] para que eles voltem a consumir”.

A segunda parte do debate na Band teve perguntas de candidato para candidato. Cada presidenciável foi acionado até três vezes pelos demais. Boulos perguntou a Bolsonar “quem é a Val. “Quando a Folha de S.Paulo foi lá, ela estava de férias. Ela é essa senhora, humilde, trabalhadora”, disse Bolsonaro. O candidato do PSOL se referia a matéria da Folha em janeiro que mostrou que uma funcionária do gabinete dele vendia açaí em Angra dos Reis, no litoral do Rio, onde o deputado federal tem uma casa. O presidenciável do PSL já havia negado irregularidades em entrevista naquela época. Na tréplica, Bolsonaro demonstrou contrariedade com a discussão e encerrou sua fala antes de terminar seu tempo.

Ciro questiona Alckmin sobre reforma trabalhista. Alckmin defendeu a reforma trabalhista e disse que ela foi necessária e vai gerar empregos. O candidato do PDT rebateu e chamou a medida de “aberração”. Cabo Daciolo pediu para Alckmin responder sobre juros e urna eletrônica. “Não há dúvida. Eu disse aqui que o Brasil é um pais caro. Ficou caro e perdeu competitividade. Nós precisamos agir na causa: competitividade. A minha proposta é abrir. […] Não tenho nenhuma razão para duvidar delas [urnas eletrônicas]. O brasil é um bom exemplo para o mundo”, disse o tucano.

O candidato do partido Patriota defende o voto impresso nas eleições, tema que também é defendido por Jair Bolsonaro. O militar reformado já chegou a dizer que as eleições deste ano estão sob “suspeição” porque a urna eletrônica não é confiável. Geraldo Alckmin diz que não há nada de errado com o sistema atual.

Após ser questionada pelo tucano sobre propostas na saúde, Marina perguntou a Alckmin sobre aliança com o centrão. “Nós construímos uma aliança para aprovar rapidamente as reformas que o brasil precisa.

Fonte: ORM

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